quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Palestra com Luli Radfahrer

"A escola tem que se modificar por inteiro para que possa interagir a nova linguagem". Este video foi sugerido em um curso que fizemos na escola.




 Para Relembrar:

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sites educativos - Educar para Crescer


     Com nossos laptops nas mãos iniciamos nossas Férias antecipadas, devido a reforma da nossa escola.     Recebi no meu e-mail esta reportagem com dicas ótimas de sites para brincarmos e nos divertirmos. Então, vamos colocar estes "Clasmates" para trabalhar, acessem:


 Sites educativos - Educar para Crescer

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Escritora gaúcha Martha Medeiros fala sobre seu mais recente livro, Fora de Mim


Escritora gaúcha lança nova obra na Feira do Livro de Porto Alegre

     Em seu mais recente romance, Martha Medeiros, uma das autoras mais populares do país, colunista do caderno Donna e blogueira do site Donna, dá passos em direção ao lado mais sombrio de uma mulher recém-separada. Fora de Mim compartilha alguns temas e estruturas do bestseller Divã: a protagonista narra em primeira pessoa a necessidade de reconstruir a própria vida. A diferença é que, em Fora de Mim (que será autografado na Feira do Livro de Porto Alegre no dia 6 de novembro), Martha escava um pouco mais a angústia da personagem.

    O recente romance reconstitui três momentos distintos na vida da mulher. Logo após a partida do amante, ela mergulha em uma espiral de sofrimento, obcecada pela ausência. Apenas com a passagem do tempo, consegue olhar com mais frieza para a relação que mantinha com o homem e perceber a instabilidade doentia a que o companheiro a havia acostumado. Na terceira parte, situada quatro anos depois, a mulher estabelece, por acaso, uma relação de amizade com a nova mulher do ex.

Pergunta – Fora de Mim volta a tratar de temas afins com suas narrativas longas anteriores, principalmente os relacionamentos amorosos, mas desta vez tangencia zonas mais sombrias. Foi um aprofundamento intencional?

Martha Medeiros – Gosto muito de escrever sobre as relações humanas. É o tema no qual me sinto mais confortável. Escrevi o Divã, que de certa forma também era um monólogo feminino sobre isso. Mas tinha uma leveza maior, mais humor, tanto que virou cinema e teatro com perfil de comédia. Comecei a escrever sem saber muito aonde ia dar, mas tive essa pulsão de investigar como uma mulher se sente ao final de uma relação. O livro tem três momentos muito específicos na história de um amor que não deu certo. E o que eu quis mostrar é que em cada um desses momentos há sempre a procura de uma lógica. A gente sempre procura entender por que as coisas aconteceram, por que deu certo, por que deu errado, quando a coisa mais ilógica do mundo é o amor. Até nem tanto o amor, talvez, mas a paixão. Ela é ilógica por natureza.

Pergunta – Esse impulso da protagonista para buscar sentidos ocultos se reflete mesmo na relação que, no futuro, ela vem a desenvolver com a mulher do ex-amante, não?

Martha – É uma coisa que eu nunca vivi, mas acho que todo mundo tem esse voyeurismo. O que acontece depois com aquela pessoa por quem a gente foi tão apaixonada, viveu junto? Qual é a ligação que a gente pode ter com essas pessoas, como elas ajudam a gente a compreender quem é aquele cara, aquela mulher?

Pergunta – Ao mesmo tempo, há também um componente doentio na personalidade do homem por quem a protagonista é apaixonada, que ela só percebe no fim do romance.

Martha – Bom, a própria palavra paixão vem de “pathos”, e há uma corrente psicanalítica que defende que a paixão é um estado doente. Mas, na verdade, o que eu queria era outra coisa. Eu não dou um diagnóstico para o personagem, porque nem me atreveria, seria muito chute. Mas mostro que ele é uma pessoa um pouco transtornada, com ímpetos de êxtase e de frustração muito grandes. Lê-se pouco sobre como é conviver com essas pessoas. A gente tem o olhar de quem sofre com este problema, mas tem pouco o olhar de quem convive com quem tem algum transtorno. Porque ninguém está livre de se apaixonar e se envolver com alguém que possa te exigir além da conta.

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TRECHO

“No segundo dia eu sumi com sua escova de dente, que ficava ao lado da minha, as duas grudadas de forma indecente, como nunca mais ficaremos, tirei a sua de perto, mas não tive coragem de jogá-la fora, abandonei-a numa gaveta na esperança de que você viesse um dia e não veio. Hoje a peguei entre as mãos e cheirei as cerdas em busca de um resto de saliva sua, do odor da sua boca, e me senti estúpida e digna de pena, joguei na lixeira sua escova e fiquei me sentindo um pouquinho pior, porque nada me serve, nenhum ato que pareça maduro é maduro de fato, mas o que me resta? Tenho que faxinar você da minha vida, não posso permitir o atrevimento de você estar aqui sem estar aqui. Não ouço mais música, todos os discos foram escutados em sua presença, nas nossas noites e também ao acordar, a casa sempre sonorizada, você não gostava de silêncios, nunca estive com você sem que houvesse música, e isso agora me intriga: por que o silêncio te incomodava tanto?”

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         Fora de Mim

Autora: Martha Medeiros
Lançamento: Editora Objetiva, 138 páginas
Gênero: romance
Preço: R$ 29,90
Fonte: Jornal Diario Catarinense, resgatado em 05/11/2010
Tem novidade na Alfândega


              Câmara Catarinense do Livro vai lançar primeiras obras de sua editora na Feira que movimenta o centro da CapitalA 25ª edição da Feira do Livro da Capital abriu ontem, no Largo da Alfândega. Traz novidades, desde as logísticas – os tão solicitados banheiros e lanchonete próprios – até as culturais, como ampliação de programação de eventos paralelos. Há também o lançamento das duas primeiras obras da Editora da Câmara Catarinense do Livro (CCL). Todos os volumes à venda têm 20% de desconto.
Nos estandes, não há muitas diferenças em relação à última edição. São 23, um a mais do que o a promoção realizada em maio. A expectativa é de que o número de visitantes passe de 65 mil para 70 mil.
– É um projeto catarinense, destinado aos autores locais, independente da área de conhecimento que a obra representa – explica o presidente da CCL, Salézio Costa.
As duas primeiras obras, que serão lançadas durante a Feira, são Cristal, a Nuvenzinha de Voava, de Maria de Lourdes Martinez, e Sonhos e Ilusões, de Nivaldo Joaquim. A meta é publicar 60 títulos até 2012.

RENÊ MÜLLER
Programação completa acesse:



Agende-se:

 25ª Feira do Livro de Florianópolis

Onde: Largo da Alfândega (Centro, Florianópolis)

Quando: até 13/11, das 9h às 20h

Ingresso: gratuito

Fontes: Jornal Diario Catarinense e Câmara Catarinense do Livro, resgatado em 05/11/2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Como  gosto muito de leitura e estou sempre tentando me atualizar e claro dar boas dicas aqui no blog, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo está disponibilizando, digitalmente e gratuitamente, mais de 300 livros das áreas de cinema, teatro e TV.
São roteiros de filmes, como por exemplo os filmes Zuzu Angel e Cidade dos Homens; biografias de personalidades do teatro, TV ou cinema, tais como as de Carla Camurati, Zezé Motta; Sílvio de Abreu e muitas outras; livros sobre política cultural e novas formas de se “fazer cultura”, como  A Hora do Cinema Digital, bem como livros sobre a crítica desses meios de comunicação e de suas manifestações artísticas,  por exemplo, Críticas de Clóvis Garcia e muito mais.
A coleção de livros digitais se chama “Aplauso” e pode ser vista em sua íntegra clicando na figura abaixo.


Realmente é um grande site e um excelente serviço para a cultura brasileira. É imperdível a visita à página da Coleção e são livros que servem para o estudioso das artes, bem como para o fã e para aqueles que querem uma leitura para “passar o tempo” e relaxar.

Visitem e Divirtam-se!!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ai de nós, quem mandou?
MARTHA MEDEIROS – Revista O Globo
Mulheres ganham salários menores do que os dos homens, e líderes feministas seguem lutando para reverter essa injustiça. Mas já não sei se é boa ideia continuar batalhando por igualdade. Depois de ler o resultado de uma recente pesquisa feita pela Universidade de Harvard, fiquei inclinada a pensar que talvez seja melhor manter as coisas como estão. A pesquisa chama-se Schooling Can’t Buy Me Love (Escolaridade não pode me comprar amor) e confirma que mulheres que estudam mais acabam progredindo e, quanto mais bem-sucedidas, menores as chances de se casar. Os homens ainda não estão preparados para abrir mão da superioridade que o papel de provedor lhes confere. E mesmo os mais antenados, que apoiam que suas mulheres sejam independentes, ficam inseguros se elas tiverem cargos de chefia e muita visibilidade. Ganhar dinheiro, tudo bem, mas aparecer mais do que eles já é desaforo.
Beleza. O que vamos dizer para nossas filhas? Estudem, mas fazer doutorado e mestrado é exagero, antes um bom curso de culinária. Tenham opiniões próprias quando conversarem com as amigas, mas em casa digam só “ahã”, para não se incomodar. Usem seu dinheiro para comprar roupas, pulseiras e esmaltes, esqueçam o investimento em viagens, teatro e livros. E, na hora de se declararem, troquem o “eu te amo” por “eu preciso de você”, “eu não sou ninguém sem você”, “eu não valho meio quilo de alcatra sem você”. Homens querem se sentir necessários. Só amados não serve.
Que encrenca que as feministas nos arranjaram. Estimularam o pensamento livre, a autoestima, a produtividade e a alegria de trilhar um caminho condizente com nosso potencial. De apêndices dos nossos pais e maridos, passamos a ter um nome próprio e uma vida própria, e acreditamos que isso seria excelente para todos os envolvidos, afinal, os sentimentos ficaram mais honestos, e com eles os relacionamentos. O amor deixou de ser o álibi para um lucrativo arranjo social. Passou a ser mais espontâneo, e as carências de homens e mulheres foram unificadas, já que todos precisam uns dos outros para dividir angústias, trocar carinho, pedir apoio, confessar fraquezas, unir forças no momento das dificuldades. Todos se precisam da mesma forma, não de formas distintas. Mas há quem defenda que homem só precisa de paparico e mulher de quem tome conta dela, punto e basta.
Nunca imaginei que em 2010 ainda estaria escrevendo sobre isso. Achei que os homens já tivessem percebido o quanto ganham em ter uma mulher inteira a seu lado, e não um bibelô. Acreditei que a competitividade tivesse dado lugar a um companheirismo mais saudável e excitante, onde todos pudessem se orgulhar dos seus avanços e se apoiar nas quedas, mas que iludida: isso é coisa pra meia dúzia de emancipada, filha. Essas mulheres aí que não cozinham, não passam, não lavam, só evoluem, essas não são exemplo pra ninguém, são umas coitadas de umas infelizes que pagam as contas e ainda se acham divertidas, se fazem de inteligentes, querem bater perna em Nova York, pois vão arder no fogo do inferno, vão amargar na solidão, vão se arrepender de ter lido aquela Simone de Beauvoir, vão morrer abraçadas aos seus laptops, aqui se faz, aqui se paga, escreve aí.
Tamo ferrada.